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sábado, 8 de maio de 2010

Poema ao acaso Pablo Neruda

Hoje deitei-me junto a uma jovem pura


como se na margem de um oceano branco,

como se no centro de uma ardente estrela

de lento espaço.



Do seu olhar largamente verde

a luz caía como uma água seca,

em transparentes e profundos círculos

de fresca força.



Seu peito como um fogo de duas chamas

ardía em duas regiões levantado,

e num duplo rio chegava a seus pés,

grandes e claros.



Um clima de ouro madrugava apenas

as diurnas longitudes do seu corpo

enchendo-o de frutas extendidas

e oculto fogo.