Wikipedia

Resultados da pesquisa

sábado, 10 de abril de 2010

Poema ao acaso Cesario Verde

Eu que sou feio, sólido, leal,


A ti, que és bela, frágil, assustada,

Quero estimar-te, sempre, recatada

Numa existência honesta, de cristal.



Sentado à mesa de um café devasso,

Ao avistar-te, há pouco fraca e loura,

Nesta babel tão velha e corruptora,

Tive tenções de oferecer-te o braço.



E, quando socorrestes um miserável,

Eu, que bebia cálices de absinto,

Mandei ir a garrafa, porque sinto

Que me tornas prestante, bom, sudável.



«Ela aí vem!» disse eu para os demais;

E pus me a olhar, vexado e suspirando,